Bem vindo!

BEM VINDO!

Ex officio é uma expressão latina que significa "por dever do cargo, por obrigação"; muito utilizada no contexto jurídico para se referir ao ato que se realiza sem provocação das partes. Para o contexto do cristianismo, um "cristão ex officio" é aquele que não espera ser provocado ou "incentivado" para ter uma atitude padronizada em Cristo; as atitudes fluem como instinto. Sinta-se livre neste ambiente para opinar, concordar, discordar, sugerir... Desde que de forma respeitosa.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Eu ia ser pastor mas cansei de palhaçada e resolvi ser humorista", Danilo Gentilli



Pr. Márcio de Souza

"Eu ia ser pastor mas cansei de palhaçada e resolvi ser humorista", foi através dessa declaração que vi no Pavablog que parei pra pensar: O cara tá certo ou tá errado? E sabem a qual conclusão cheguei? Em termos gerais, atenção leitores, eu disse em termos gerais, ele tá certo sim. Não entendi essa declaração como uma ofensa aos pastores sérios, nem como uma tentativa de chamar os pastores de palhaços, mas como uma tentativa de mostrar que o que alguns fazem é exatamente isso, show e palhaçada.

Imagina o que esse cara deve ter visto nos bastidores de sua denominação pra ter esse tipo de opinião com relação a igreja? Não é muito difícil de imaginar, já que nós que somos membros ativos de uma igreja sabemos de coisas absurdas que acontecem nos bastidores igrejeiros. O grande lance é que a gente suporta isso tudo em nome da comunhão, mas nem todos tem esse estômago que nós temos.

O grande problema da afirmação do Gentilli é que infelizmente ele só está vendo os movimentos naturais dos homens (fazer besteira) e não a movimentação sobrenatural de Deus dentro da IGREJA d'Ele. Quero dizer com isso que acredito sinceramente que o cara teve um encontro com Jesus, mas que graças ao péssimo testemunho de algumas pessoas ligadas a ele, resolveu afastar-se da comunhão.

Não quero um "Danilo Gentilli gospel", e isso aqui não é nem de longe uma tentativa de trazê-lo de volta (Deus sabe a hora dele), mas um pequeno conselho aos que ainda estão "no barco" e perto de se lançarem ao mar. Entendam o que o Gentilli não entendeu: A igreja é como a arca de Noé, cheia de bicho esquisito, suja, mas em tempos de dilúvio, ainda é o melhor lugar pra se estar". E isso, é o que me mantém na igreja, além é claro de reconhecer o amor de Deus por mim e entender que se Jesus investiu a vida d'Ele na igreja, quem sou eu pra desprezá-la.

1º Samuel - A largada é importante, mas o fim é crucial.


Série: Apresentação dos livros da bíblia
"Corredores, tomem seus lugares". O diretor da prova dá o sinal, e a multidão em silêncio volta sua atenção para os atletas que caminham em direção ao ponto de partida. "Preparar!". Na devida posição, músculos tensos, nervosamente antecipando o som da arma de fogo. Ele soa! E começa a corrida. Em qualquer competição, o começo é importante, mas o fim é crucial. Com frequência o corredor da frente perde força e passa a disputar em meio ao grupo de elite. E existe a tragédia do brilhante novato que estabelece a velocidade por um tempo, mas não termina. Ele sai da corrida esgotado, exausto e machucado.

Primeiro Samuel é um livro de esplêndidos começos e trágicos fins. Ele tem início com Eli como sumo sacerdote durante o período dos juízes. Como líder religioso, certamente iniciou sua vida em uma íntima comunhão com Deus. Em sua palavra dirigida a Ana e no seu ensinamento concedido a Samuel, demonstrou clara compreensão dos propósitos e do chamado de Deus (cap 1;3). Mas sua vida terminou em ignomínia quando seus filhos sacrílegos foram julgado por Deus e a Arca da Aliança caiu nas mãos dos filisteus (cap 4). A morte de Eli marcou o declínio da influência sacerdotal e a ascensão dos profetas em Israel.

Samuel foi dedicado à obra de Deus por sua mãe, Ana. Ele se tornou um dos maiores profetas de Israel. Era um homem de oração que terminou o período dos juízes, iniciou a escola dos profetas e ungiu os dois primeiros reis de Israel. No fim da vida de Samuel, ficou claro que ele também não estava imuni ao mal. Assim como os filhos de Eli, os seus deram as costas para Deus, receberam suborno e perverteram a justiça. O povo rejeitou a liderança dos juízes e sacerdotes e clamou por um rei "como o têm todas as nações" (8.5)

Saul declinou rapidamente. Uma figura notável, este belo (9.2) e humilde (9.21; 10.22) homem foi escolhido por Deus como o primeiro rei de Israel (10.24). Seu início de governo foi marcado pela liderança (11) e coragem (14.46-48). Mas ele desobedeceu a Deus (15), tornou-se ciumento e paranóico (18.19) e finalmente teve seu reinado tirado pelo Senhor (16). Seu vida continuou em declínio. Obcecado pela morte de Davi (19.30), consultou uma feiticeira (28) e finalmente cometeu suicídio (31).

Entre os acontecimentos da vida de Saul está outro grande líder - Davi. Um homem que seguia a Deus (13.14; 16.7), ele serviu o rei (16) e matou Golias (17) e tornou-se um grande guerreiro. Mas teremos que esperar até o livro de 2º Samuel para conhecermos o seu fim. 

Ao ler 1º Samuel, note a transmissão da teocracia para a monarquia; exulte com as clássicas histórias de Davi e Golias, Davi e Jônatas, Davi e Abigail; e assista ao surgimento da influência dos profetas. Mas em meio à leitura de toda esta história e aventura, resolva participar de sua corrida como servo de Deus, do início ao fim.

Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com adaptações.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lula, Dilma, a Tartaruga e o poste!



Por Renato Vargens

Alguém já disse que a Dilma é igualzinha a uma tartaruga em cima do poste. Por si mesma ela não teria a menor condição de subir lá. Daí a necessidade de que alguém  a colocasse no topo.

Tudo bem. Mais o que uma tartaruga faz em cima do poste? Nada. Ela fica parada lá.

Pois é, o desejo do "barbudo estadista" em 03 de outubro é botar a Dilma em cima do poste para não fazer nada. Na verdade, nosso presidente,  quer ser um tipo de "1º ministro" do Brasil, onde o presidente em cima do poste não passa de uma figura decorativa.

Talvez isso explique a enorme obsessão de Lula em eleger Dilma.

Caro leitor, sabe ultimamente o que mais me tem deixado indignado ? É o fato de Lula  acreditar que foi eleito para colocar a tartaruga em cima do poste. Ora, vamos combinar uma coisa? Lula foi eleito para governar a nação. No entanto, neste ano de eleições, nosso presidente não tem feito outra coisa do que campanha politica. Na TV, no rádio, nos palanques, nas inaugurações públicas e tantas outras coisas mais, só dá  Lula.

Pois é, sinceramente isso é uma vergonha!

Bom, diante disto tudo se eu pudesse dar um conselho ao presidente iria sugerir a ele que deixasse a tartaruga subir no poste sozinha.

Duvido que ela conseguisse!
Renato Vargens

domingo, 26 de setembro de 2010

Rute - a nora conquistada pela sogra


Série: Apresentação dos livros da bíblia

Quando alguém diz: "deixe-me contar sobre a minha sogra", esperamos algum tipo de declaração negativa ou anedota humorística, pois muitas delas têm sido alvo de ridicularização ou comédia. O livro de Rute, porém, conta uma história diferente. Rute amou a mãe de seu esposo, Noemi. Recentemente viúva,ela implorou ficar com sua sogra onde quer que ela fosse, embora isto significasse deixar sua própria pátria. Com sinceridade Rute disse: "O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus" (1.16). Noemi concordou, e as duas viajaram juntas para Belém.

Não é dito muito sobre Noemi a não ser que amava e cuidava das noras. Obviamente, a vida dela foi um poderoso testemunho para a realidade do Senhor. Rute foi atraída para ela - e para o Deus dela. Nos meses que se sucederam, o Todo-poderoso levou esta jovem viúva moabita a um homem chamado Boaz, com quem posteriormente se casou. Como resultado, ela se tornou bisavó de Davi e ancestral do Messias. Que profundo impacto teve a vida de Noemi!

O livro de Rute é também a história da graça de Deus em meio às difíceis circunstâncias. Este fato ocorreu no tempo dos juízes - um período de desobediência, idolatria e violência. Mesmo no momento de crise e o mais profundo desespero, existem aqueles que seguem a Deus e através deles o Senhor opera maravilhas. Não importa quão desencorajador ou antagônico possa parecer o mundo, sempre haverá pessoas que temem a Deus. Ele usará qualquer um que esteja pronto a receber seus propósitos. Rute era moabita, e Boaz descendente de Raabe, uma antiga prostituta de Jericó. Não obstante, sua linhagem deu origem à família através da qual o Messias veio ao nosso mundo. 

Leia este livro e seja encorajado. Deus está presente no mundo, e deseja usar você. Seja útil ao Senhor como foi Noemi: traga sua família e amigos para o Senhor  

Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com adaptações

sábado, 25 de setembro de 2010

Let Me Touch You (tradução) Kirk Franklin 
(Deixe-me tocar-te)




Deixe-me tocar-te e ver que És real 

Mesmo assim, eu sei que o meu coração pode ser curado pelas Tuas mãos 
Mas às vezes eu me sinto desencorajado
E eu preciso de Sua força e proteção, Jesus 
Deixe-me tocar-te e ver que És real

Às vezes, para mim Você parece tão distante 
E pergunto-me como fazer para atravessar mais um dia 
Mas se eu posso tocar na orla de Suas vestes 
Seu poder, eu sei, pode curar, Jesus 
Deixe-me tocar-te e ver que És real 


REFRÃO 

Quando estiver triste 
Deixe-me tocar-te 
Quando estiver sozinho 
Deixe-me tocar-te 
Quando estiver desencorajado 
Deixe-me tocar-te 
Como nunca antes 
Senhor, eu preciso de Ti mais e mais, Jesus 
Deixe-me tocar-te e ver que És real

A Cruz Subversiva de Cristo





Por Hermes C. Fernandes

Uma das características do ministério de Jesus era a coerência. Ele não apenas  regava uma mensagem, mas  era a própria encarnação da mensagem. E para isso, Ele Se dispunha a ir às últimas conseqüências.

Por várias vezes, Jesus afirmou que no reino de Deus “os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos” (Mt.19:30; 20:16; Mc.10:31; Lc.13:30). Em outras palavras, quem quiser seguir os passos de Jesus, deve colocar-se como o último na fila de prioridades, deixando que todos estejam à sua frente. Quem assim faz, é visto por Deus como Sua prioridade. Porém, aquele que se acha mais importante que todos, colocando-se como o primeiro da fila, Deus o coloca por último.

Paulo repete o mesmo princípio em sua epístola aos Filipenses: “Cada um considere os outros superiores a si mesmo” (2:3b). E em Romanos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (12:10).

Jesus viveu tal princípio intensamente, fazendo-Se servo de todos à Sua volta. Mas é durante Seu suplício que esse princípio é colocado à prova.

Quem não priorizaria Sua própria vida em face da morte?

Vejamos como Jesus agiu, lembrando que Ele deixou-nos exemplo, para que sigamos Suas pisadas (1 Pe.2:21).

Quais foram Suas prioridades naqueles momentos de profundo sofrimento?


1 – Gerações Futuras

Enquanto caminhava em Sua via-dolorosa, Jesus avistou um grupo de mulheres comovidas pelo Seu sofrimento. Veja Sua reação:


“Seguia-o grande multidão, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos”(Lc.23:27-28).


Não significa que Jesus não Se importasse com aquele gesto de carinho. Ele apenas quis realinhar o foco daquelas mulheres, projetando-o para as gerações futuras.

Era por tais gerações que Ele estava padecendo, a fim de garantir-lhes um futuro.

Precisamos aprender com Jesus a priorizar o futuro. Em vez de focarmos nas tribulações presentes, devemos focar no testemunho que deixaremos para as gerações que nos sucederem. Este será o nosso legado.


2 – Seus inimigos


Durante o auge de Seu sofrimento, Jesus priorizou o bem de Seus inimigos, suplicando ao Pai que os perdoasse.


“Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali crucificaram Jesus e com ele os dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc.23:33-34a).


Jesus sabia que muitos daqueles inimigos eram seguidores em potencial. E a prova de que estava certo é que ao dar o último suspiro, o centurião responsável pela crucificação exclamou: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!”(Mc.15:39).


3 – Seu próximo


Quem é nosso próximo? Foi esta a pergunta que um doutor da Lei fez a Jesus. Com uma parábola, conhecida como “O Bom Samaritano”, Jesus revelou que nosso próximo é aquele com quem nos deparamos na jornada da vida, independente de que as circunstâncias sejam boas ou más.

Durante Seu suplício, ninguém estava tão próximo de Jesus do que aqueles ladrões que morriam ao Seu lado.

Mesmo esvaindo em sangue, Jesus ainda encontrou forças para expressar Seu amor pelo moribundo que suplicou: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” Aquele clamor não podia ficar sem resposta. Por isso, Jesus ignorou Suas dores, buscou as últimas forças que Lhe restavam, e respondeu: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc.23:42-43).

Não temos o direito de achar que o mundo nos orbita. Embora Jesus fosse o centro de toda a Criação, naquele momento Ele voltou toda a Sua atenção para um homem considerado refugo da sociedade.

Jesus poderia ter repreendido aquele homem, dizendo: - Você não está vendo a minha situação? Quando as coisas melhorarem para mim, quem sabe eu encontre um tempo para me preocupar com você?

Temos a tendência de valorizar nosso sofrimento, esquecendo daqueles que sofrem à nossa volta.
Não deixe pra lembrar-se deles quando as coisas melhorarem. Lembre-se deles agora, enquanto as dores transpassam sua alma.


4 – Sua família 



Já quase expirando, Jesus volta Sua atenção para a pessoa mais importante de Sua vida terrena: Sua mãe, que a esta altura, estava viúva, e necessitaria de alguém que cuidasse dela em sua velhice.


“Vendo Jesus ali a sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe. Dessa hora em diante o discípulo a recebeu em sua casa”(Jo.19:26-27).


Jesus destaca o discípulo em quem mais confiava, para amparar Sua velha mãe.

Interessante que Sua primeira prioridade são as gerações futuras, mas isso não ofusca Sua responsabilidade com a geração que O antecedeu.

Infelizmente, nossa sociedade hedonista e consumista não dá a mínima para os anciãos. Esses são considerados pessoas inúteis, um espécie de “mal necessário”, e acabam abandonados em asilos ou em quartinhos cheirando a mofo nos fundos de casa.

Temos uma dívida de gratidão com quem nos gerou, criou e educou. Nossos filhos estão assistindo à maneira como tratamos nossos pais, e certamente, reproduzirão em nós o mesmo tratamento. Se plantarmos amor e cuidado, colheremos o mesmo.


5 – A Si mesmo


Cada prioridade equivale a um círculo. Somos o círculo do meio, o menor, e o último, contando de fora pra dentro.

Jesus deixou-Se por último. 





“Mais tarde, sabendo Jesus que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede!”(Jo.19:28). 


Repare nisso: “Mais tarde”. Será que aquela sede surgiu de repente? Ou será que Ele já a sentia mesmo antes de ser levado à cruz? Por que não a expressou antes? Pelo simples fato de que esta não era Sua prioridade. 




Para o ladrão penitente, Jesus disse "Hoje mesmo!". Mas para a Sua própria necessidade, Ele disse: "Mais tarde!"




Embora colocando-Se por último, o Pai O exaltou soberanamente, dando-Lhe um nome sobre todos os nome (Fp.2:9). 




Estaríamos prontos para cultivarmos o mesmo sentimento que houve em Cristo? Estaríamos dispostos a levar isso às últimas conseqüências, como fez Jesus? 


Estou certo de que a mensagem da Cruz é muito mais ampla e profunda do que temos imaginado. Basta prestarmos um pouco mais de atenção. Ela é um atentado ao orgulho humano, e por isso mesmo, é a única mensagem capaz de transformar o Mundo, tornando-o um lugar mais justo e digno de se viver.

Igrejas que trocaram a cruz de Cristo pelo Cifrão

Por Renato Vargens

A Igreja Evangélica Brasileira tem sido vítima de constantes aberrações e distorções teológicas. Infelizmente as consequências da Teologia da Prosperidade em nossas estruturas cúlticas tem sido desesperadoras. Lamentavelmente a cada novo dia surgem em nossos arraiais novos comportamentos que fazem o povo de Deus ruborizar de vergonha.

Ontem eu escrevi sobre o apóstolo Silvio Ribeiro de Porto Alegre, que possui um na fivela de cinto da calça.

Pois é, diante desta sandice, confesso que fiquei a pensar com os meus botões, naquilo que se transformou o cristianismo. Para angústia dos santos de Deus, a CRUZ deixou de ser o simbolo da nossa fé dando lugar a simbolos exdrúxulos onde a prosperidade constantemente é mencionada.

Não sei 
se vc lembra, mais há aproximadamente dois mil anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Esse homem foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:

“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Gálatas 6.14

Caro leitor, 
ao contrário de Paulo, parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.

A cruz de Cristo deve ser a nossa mensagem central. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos.

Oh! Quão maravilhosa 
é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção: "Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar."

Soli Deo Gloria

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma noiva acorrentada

Por Daniel Grubba


Durante muitos anos participei ativamente do movimento nepentecostal, e confesso, vivi muitas experiências marcantes. Algumas certamente foram extremamente positivas e as guardo no coração e na memoria até hoje. Outras, entretanto, tenho vergonha só de lembrar. Uma dessas experiências vergonhosas aconteceu no culto de ano novo. Na ocasião da virada do ano, recebi o convite e fui ouvir a pregação de um pastor que, não sei porque razão, se propunha a prognosticar as tendências espirituais do próximo ano. Na verdade, desconfio que tratava-se de uma repetição de uma tal "direção profética" de um "apóstolo" costarriquenho para o ano que viria.

Bom, até ai nenhuma novidade. Sabemos que muitos evangélicos neopentecostais carregam consigo a tendência mística e pagã de se debruçar sobre qualquer oráculo prognosticador do futuro. Lembremos que a maioria ainda possui uma idolatrizada "alma católica" (Rev. Nicodemus). Porém, a façanha maior não foi apresentar algumas previsões batidas para o ano que se iniciava, mas simplesmente numa delas declarar: "Todo cristão que não orar sistematicamente e diligentemente no próximo ano estará debaixo do juízo de Deus". E mais insano que isso, foi ouvir o pastor dizer à infeliz igreja que ele não atenderia e não ajudaria pastoralmente ninguém em dificuldade cuja vida de oração não estivesse alinhada a essa "mensagem profética" de deus (certamente não o Deus vivo e verdadeiro).

Meu Jesus Cristo! Como pode um cristão, lavado e remido pelo sangue do cordeiro, ainda permanecer debaixo do juízo divino? Será que esse "xiita" não recebeu a boa nova de Deus? Será que não leu a arrebatadora verdade de que "aquele que e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida" (Jo 5.24)? Porventura, não leu a maravilhosa proclamação da redenção? "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5.10). Não tenho dúvidas de que esses são semelhantes aqueles que Paulo chama de "inimigos da cruz" (Fp. 3.18), isto é, falsos mestres que pregam a insuficiência da obra salvadora de Cristo na cruz para nos livrar do juízo e acrescentam outras obras humanas.

As Escrituras são claras em dizer que todo cristão deve se dirigir a Deus em oração. Esse é um ponto pacífico que não se discute. Creio que a oração é fundamental para a saúde de nossa relação com Deus, assim como a respiração é para o corpo. Contudo, na minha leitura da Palavra, a oração é uma graça concedida aos filhos de Deus e não uma lei a ser cumprida. Parece que na mente desse pastor mal orientado espiritualmente e teologicamente, a oração é um instrumento para aplacar a ira de uma divindade tirana e despótica.

Penso que essa pobre igreja está sendo violentada. É uma noiva mantida em cárcere privado, acorrentada a um jugo desnecessário. Até deve ser uma noiva que ora incessantemente em busca de libertação, mas infelizmente não conhece eficazmente seu Libertador.

"Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão" (Gl 5.1)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um Jesus brasileiro

Por Luciano Martini

Tenho a impressão de que nunca se ouviu falar tanto a respeito de Jesus no Brasil como atualmente. Se ligarmos o televisor veremos programas evangélicos, católicos, espíritas, seicho-no-ie e até umbandistas falando de Jesus. Nas livrarias então, podemos encontrar o Jesus executivo, o Jesus psicólogo, o Jesus vendedor, o Jesus consultor financeiro, o Jesus revolucionário, o Jesus casado com Maria Madalena, o Jesus milionário, o Jesus reencarnado, entre outros... Definitivamente, no Brasil, Jesus é pop, Jesus é top marketing. Há para todos os gostos, desde o Jesus semelhante ao gênio da lâmpada de Aladim, mas que ao invés de me conceder apenas três desejos está disposto a me obedecer indefinidamente, até o Jesus alienígena que veio em um disco voador e partiu incompreendido pelos terráqueos, mas que um dia voltará como o “Cristo Maitreya”.

Parece que a maioria dos brasileiros não tem dificuldade em crer em Jesus, a dificuldade aparece na hora de crer no que Ele disse. É preferível olhar para o Nazareno e dizer quem ele é, do que acreditar quando Ele diz: - EU SOU. Acontece que como salientou C.S. Lewis: “Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prostrar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la”.

Enxergar Jesus como um mestre de moral, ou um executivo moderno, ou um espírito de luz é o mesmo que não enxergá-lo. Não estou dizendo com isso que o ensino mais amplo de Jesus não pode trazer princípios para áreas como a psicologia, administração, relações humanas etc; estou dizendo que Ele não veio para isso.

A leitura do Evangelho deixa muito claro que não temos como abraçar apenas o enfoque que queremos, ou escolhemos, a respeito de Jesus. Ele não veio para conquistar nossa admiração, veio para morrer por nós, nos reconciliar com Deus. Usar o nome de Jesus como referência, sem, no entanto, dar crédito as suas palavras é ultrajar a sua obra.

“- Quem o povo diz que sou? Eles responderam: - Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros que é Elias; e outros, que é um dos profetas antigos que ressuscitou.

- E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? – perguntou Jesus.

Pedro respondeu:- O Messias que Deus enviou.” (Lucas 9.18b-20)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Juízes - heróis no meio de um povo desobediente








Série: Apresentação dos livros da bíblia


Os heróis são difíceis de se encontrar hoje em dia. A pesquisa moderna e a mídia têm tornado visíveis as fraquezas e defeitos dos nossos líderes; procuramos em vão por homens e mulheres que se adequem. As indústrias da música, cinema e esportes produzem uma corrente ininterrupta de "astros e estrelas" que atingem o topo, e então rapidamente desaparecem. O livro de Juízes fala de heróis - 12 homens e mulheres que libertaram Israel de seus opressores. Este grupo de pessoas não era perfeito; na verdade ele era composto por um assassino, um homem promíscuo e a pessoa que quebrou todas as leis da hospitalidade. Mas eles foram submissos a Deus, que, por sua vez, usou-os.


Juízes é também um livro sobre o pecado e as suas consequências. Assim como um pequeno corte ou arranhão que infecciona quando não tratado, o pecado aumenta e logo envenena todo o corpo. O livro de Josué termina com a nação ao lado de Deus, pronta para experimentar todas as bênçãos da Terra Prometida. Após estabelecer-se em Canaã, no entanto, os israelitas perderam seu compromisso e sua motivação espiritual. Quando Josué e os anciãos morreram, a nação viveu um vácuo em sua liderança, e experimentou o colapso administrativo. Em vez de desfrutar a liberdade e a prosperidade na Terra Prometida, Israel entrou nos anos amargos de sua história.

A razão para este rápido declínio foi simplesmente o pecado - individual e coletivo. O primeiro passo para afastar-se de Deus foi a desobediência (1.11-2.5); os israelitas se recusaram a eliminar completamente o inimigo da terra. Isto levou ao casamento de membros de diferentes grupos religiosos com a idolatria (2.6 - 3.7) "e cada um fazia o que parecia direito aos seus olhos" (17.6). Os israelitas logo se tornaram cativos. Devido ao seu desespero, imploraram para que Deus os salvasse. Em fidelidade à sua promessa e pela sua amorosa generosidade, o Senhor levantava um juiz para libertar seu povo, e por um tempo havia paz. Então a complacência e a desobediência se estabeleciam e reiniciava todo o ciclo. 

O livro de Juízes cobre um período de 325 anos e registra seis períodos sucessivos de opressão e libertação e a carreira de 12 libertadores. Os captores de Israel foram os mesopotâmios, moabitas, filisteus, midianitas e amonitas. Uma variedade de libertadores - de Otniel até Sansão - foi usada por Deus para conduzir seu povo à liberdade e verdadeira adoração. A libertação de Deus através dos juízes é uma poderosa demonstração do seu amor e misericórdia pelo seu povo.

Ao ler o livro de Juízes, preste atenção a estes heróis da história judaica. Note a sua dependência de Deus e obediência aos seus comandos. Observe o reincidente declínio de Israel ao pecado, quando a nação se recusava a prender com a história e vivia apenas o momento da bênção. Mas, acima de tudo, fique atento à misericórdia de Deus, ao libertar seu povo repetidas vezes.

Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com adaptações

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Perdão



Ariovaldo Ramos


“Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.” (Col 3.13b)

A gente perdoa porque foi perdoado, não porque o outro possa explicar o que fez, ou mereça perdão. O perdão é dado justamente porque o outro errou vergonhosamente e não há como explicar o que ele fez: a não ser pela maldade que há no coração humano. A questão é que todos os seres humanos são assim. Por isso Deus, para nos perdoar, sem incorrer em injustiça, sacrificou-se por nós em Cristo Jesus. E como fomos perdoados temos de perdoar. Essa é a lógica da fé cristã.

É perdão e não desculpa. Desculpa-se alguém quando a pessoa que errou tem razões para ter feito o que fez, ainda que o feito tenha atingido, de alguma forma, alguém. O perdão, por outro lado, é dado para alguém que não tem outro motivo para fazer o que fez, a não ser por ter se inclinado, em algum momento e de alguma forma, para o mal.

O perdão é sempre sacrificial! Como o perdão de Deus que custou o sacrifício de Cristo. Quem perdoa arca com o custo do perdão. Seja o custo econômico: quem perdoa fica com o prejuízo. Seja o custo emocional: quem perdoa engole a mágoa ou qualquer forma de ressentimento. Seja o custo moral: quem perdoa assume conviver com a vergonha.

A justiça condena o pecador à morte. O perdão condena o ofendido – aquele contra quem o pecado foi cometido – ao sacrifício.

O perdão é a maior expressão do amor de Deus. Todo aquele que é nascido de Deus pratica o perdão. “Porque o amor vem de Deus. Quem ama é filho de Deus e conhece a Deus.” (1Jo 4.7). O amor de Deus é principalmente perdoador. “O amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados.” (1Jo 4.10)

Muita gente pergunta como alguém pode ter certeza de sua salvação. O apóstolo João disse: Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. Assim o amor em nós é totalmente verdadeiro para que tenhamos coragem no dia do juízo, porque a nossa vida neste mundo é como a vida de Cristo. (1Jo 4.16b,17).

Jesus Cristo viveu perdoando e para perdoar, quem está unido com Cristo vive assim também, perdoando os que pecaram contra si. Quem vive assim não precisa ter medo do dia do juízo, porque sua vida demonstrou a sua salvação.

Jesus viveu e morreu para perdoar, e espera que os seus seguidores vivam perdoando e perdoem para viver. Só se vive realmente bem com os demais seres humanos quando, no coração a gente só dá lugar ao perdão.

“Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.” (Col 3.13b)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Josué - o sucesso de um líder que obedeceu a Deus

Série: Apresentação dos livros da bíblia

Você se lembra daquela brincadeira de infância "Tudo que o mestre mandar..."? A idéia era obedecer às ordens  do líder, durante as brincadeiras no quintal ou na rua. Ser um seguidor era bom, mas ser o mestre era muito mais divertido, o qual criava rotas imaginativas e tarefas para que todos imitassem. 

Na vida real, os grandes líderes são raros. Com freqüência, homens e mulheres são escolhidos para posições de liderança; porém, vacilam ou deixam de agir. Outros abusam do poder para satisfazerem seus egos, ocasião em que oprimem seus subordinados e desperdiçam recurso. Porém, sem líderes fiéis, éticos e eficientes, as pessoas vagueiam.

Durante 40 anos Israel peregrinou pelo deserto, não por seguirem seu líder; ao contrário - pela falta de fé, eles se recusaram a obedecer a Deus e conquistar Canaã. Então eles peregrinaram. Finalmente a nova geração estava pronta para cruzar o rio Jordão e possuir a Terra Prometida. Por ter diferenciado a si mesmo como um homem de fé e coragem (ele e Calebe deram o relatório da minoria  registrado no livro de Números 13.30 - 14.9), Josué foi escolhido como sucessor de Moisés. Este livro registra a sua liderança sobre os israelitas ao finalizarem sua marcha e conquistarem a Terra Prometida. 

Josué foi um brilhante líder militar e tinha forte influência espiritual sobre o povo. Mas a chave para o seu sucesso foi a sua submissão a Deus. Quando o Senhor falava ele ouvia e obedecia. A obediência de Josué serviu como exemplo. Como resultado, Israel permaneceu fiel a Deus durante toda a vida deste líder.

O livro de Josué  está dividido em duas partes. A primeira narra os acontecimentos referentes à conquista de Canaã. Após terem cruzado o rio Jordão a pés enxutos, os israelitas acamparam-se próximo à poderosa cidade de Jericó. Deus mandou que o povo a conquistasse marchando ao seu redor por 13 vezes, ao som de trombeta, e dando um brado na última volta. Eles venceram mediante a singular estratégia de batalha de Deus (cap 6). Após apedrejarem Acã e sua familia e purificarem a comunidade de seu pecado, os homens de Israel foram bem sucedidos na conquista de Ai (cap 8). Em sua próxima batalha contra os amorreus, Deus fez com que até o sol parasse para ajudá-los a vencer (cap 10). Finalmente, após derrotarem outro grupo de cananeus liderados por Jabim e seus aliados (cap 11) eles possuíram a maior parte da terra. 

A parte dois do livro de Josué registra a transmissão e posse do território conquistado (caps 13 - 22). O livro termina com a despedida e morte de Josué  (caps 23 e 24) Josué era compromissado com a obediência a Deus, e este livro fala desta virtude. Quer fosse conquistando os inimigos quer possuindo a terra, o povo de Deus deveria fazer isto seguindo a vontade de Deus. "Portanto, guardai muito a vossa alma, para amardes ao SENHOR, vosso Deus" (23.11), e "... escolhei hoje a quem sirvais, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR" (24.15). Leia Josué e faça um novo compromisso de obedecer a Deus hoje. Decida seguir ao Senhor em qualquer lugar e a qualquer custo.


Fonte: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com adaptações

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Adestramento Cristão



Ariovaldo Jr


Crente é um bicho estranho. Você grita “AMÉM?” e ele responde gritando o mesmo. Se perguntar pela segunda vez, ele responderá mais alto. Se no meio do louvor você gritar “pule na presença do Senhorrrrrrrr”, então eles pulam. Se você dançar de modo estranho, verá correspondência imediata nas pessoas.

Sua linguagem é facilmente influenciável por jargões. Basta pegar qualquer expressão bíblica cujo significado seja obscuro para a maioria, e pronto! Também colam as expressões inventadas que possuem aparência de espiritual, como por exemplo “ato profético”. Difícil de crer que nem existe esta expressão na Bíblia né?

Facilmente também estereotipamos outras coisas que fazem do crente um ser quase alienígena: os lugares que frequenta, o conteúdo de suas conversas e a aversão às coisas “do mundo”.

Pena quem os crentes não são condicionados a obedecer a todo tipo de “comando”. Parece que o adestramento a que foram submetidos possui limitações. Nem todos aceitam sugestionamentos que os levem a renunciar a seus interesses; ou dividirem suas posses com os necessitados; ou mesmo disponibilizar tempo para aqueles que estão abandonados em asilos, orfanatos e nas ruas.

Ah… antes que eu me esqueça, quero deixar claro que amo os crentes. E exatamente por ser um deles é que me incomodo tanto com estas coisas incompreensíveis que aceitamos passivamente em nossa conduta.

Posso ouvir (ler) um “Amém” nos comentários?! rs

sábado, 11 de setembro de 2010

As acusações de um ex-pastor

Fotos: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA e arq. pessoal
VICTOR FERREIRA
O pastor Givanildo no altar de sua nova igreja, em Araçatuba (à esq.). À direita, ele num estúdio de TV com Valdemiro Santiago, líder da Mundial


A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer.

A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação 
Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”
A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia 
Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da 
Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (...) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria”. Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.
Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta 
Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água’. Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura 
“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente’. Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja
Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.

Fonte: Revista Época

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Beatles: Depois de muita procura, Ringo Starr afirma ter encontrado Deus

Ringo Starr, dos BEATLES, finalmente encontrou uma religião, enquanto se prepara para completar 70 anos - ele tem procurado por Deus desde os anos sessenta.

O baterista celebrou o seu aniversário em julho (07), e está certo de que depois de anos de excessos no Fab Four, ele finalmente encontrou o caminho da luz.

Ele diz, "Eu sinto que quanto mais velho eu fico, mais eu aprendo a lidar com a vida. Estou nessa procura há muito tempo, ela é na verdade sobre descobrir a si mesmo".

"Para mim, Deus está na minha vida. Eu não escondo isso. Eu acho que a busca começou nos anos sessenta. Eu me perdi do caminho por muitos anos e consegui voltar, graças a Deus."

A nova fé de STARR chega após 40 anos de quando o colega de banda JOHN LENNON disse que os BEATLES eram "mais populares que Jesus" - causando tumulto nos países cristãos por todo o mundo.

Fonte desta matéria (em inglês): Contact Music (Via Whiplash)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Qual é a diferença entre ser santo e ser legalista?


Questão: "Como diferenciar uma pessoa legalista de alguém que deseja sinceramente melhorar como pessoa, julgando o certo e o errado?"

Responde: Rev. Antônio Carlos Costa


Há uma diferença muito grande entre preocupar-se com a lei e ser legalista. As escrituras aprovam a preocupação - movida pelo amor - com o cumprimento da vontade moral de Deus; e ao mesmo tempo condenam a obsessão neurótica - movida pelo medo - com a lei.

Então, qual é a diferença entre ser santo e ser legalista?

1. O santo se relaciona com Deus em amor, o legalista procura cumprir a lei em temor servil.

2. O santo vive em liberdade sob o espírito da lei, e não no claustro do detalhismo ético. Ele vê a moral cristã à luz do conjunto mais amplo de preceitos morais e do seu escopo principal: a glória de Deus e a felicidade humana; em vez de vê-la sob as trevas da obediência a detalhes morais, capazes de conduzi-lo à negligência do propósito essencial da norma ética.

3. O santo submete sua vida ao que as Escrituras revelam, o legalista procura impressionar a Deus com tolices criadas pelo homem. Para o santo, boa obra é apenas aquela que é praticada em amor e sujeição a preceito ético claramente revelado.

4. O santo sabe que entrará no reino dos céus pelo sacrifício de um outro que foi espancado e morto em seu lugar, o legalista não consegue entender uma relação com Deus que não seja baseada em performance.

5. O santo cai e se levanta, confiando mais na misericórdia de Deus do que na sua inocência, o legalista só se perdoa depois de haver expiado pessoalmente a sua culpa.

6. O santo se relaciona com Deus através de Cristo, o legalista se relaciona com Deus através da lei.

7. O santo ficou viúvo da lei e casou com Cristo, o legalista mantém o matrimônio com a senhora lei.

8. O santo é cara de pau. Participa da festa do amor do Pai como se nada tivesse acontecido. O legalista recusa-se ir para o salão de festa sem antes passar pela senzala.

9. O santo usa as Escrituras para revelar o amor gracioso de Deus pelos pecadores, o legalista usa a Bíblia para justificar a sessão de apedrejamento do que pecou.

10. O santo surpreende-se com a doçura da graça de Deus, o legalista espanta-se com a estreiteza do caminho que leva ao céu.

11. O santo é bom e justo, já o legalista costuma ser apenas justo. Em suma, o santo é justo, o legalista é justiceiro.

12. As crianças adoram a companhia do santo, o legalista as espanta.

13. O santo não se sente livre para ser mau porque Deus é bom, o legalista tende a ser tão mau quanto o seu Deus.

14. O santo tem sempre alguém na vida com quem pode falar sobre suas fragilidades morais, o legalista procura ocultá-las até de si mesmo.

15. O santo encontrou na vida um Deus amável a quem cultua em amor, o legalista encontrou na vida um justiceiro celestial a quem cultua de olhos secos.

16. O santo é progressista, o legalista é conservador. O santo conserva o que ainda é útil, santo e bom; o legalista conserva o que é relativo, temporal e anacrônico. O santo lê Nietzsche, Foucault e Freud, e retém o que é bom, encontrando ouro no meio do lamaçal; já o legalista lê as mesmas pessoas sempre, mantendo uma vida intelectual antisséptica, que o priva de aprender com quem, embora não ofereça boas respostas, faz boas perguntas.

17. O santo celebra a vida, o legalista só se sente bem quando está mal.

18. O santo não busca uma santificação que o desnaturalize, o legalista tenta viver como anjo

19. O santo surpreende-se com a condescendência divina em face da sua fraqueza moral, o legalista não entende como não é mais abençoado em face do seu desempenho ético.

20. O santo se relaciona com Deus através de Cristo, o legalista se relaciona apenas com Deus. Por isso, o santo encontra o Pai, o legalista o Diabo.

Fonte: Genizah